Saiba como educar seu filho sem usar castigos físicos

Educar crianças sem recorrer ao castigo físico é o melhor caminho para obter bons resultados na educação. Com uma lista de dicas, a rede “Não Bata, Eduque” pretende colaborar para ajudar a resolver essas questões.

O Não Bata, Eduque também explica porque incluir as crianças no processo educativo  é fundamental para um pleno desenvolvimento delas. Veja algumas dicas:

Se acalme

Respire fundo antes de chamar a atenção de seu filho ou filha. Evite discutir os problemas enquanto estiver com raiva, porque nesses momentos podemos dizer coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que podem magoá-las tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós.

Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação

Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para encontrarem a solução juntos.

Seja o exemplo

É preciso que você mantenha um comportamento que possa ser seguido pela criança. Por exemplo, beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado.

Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões

Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro. Então não devemos agir assim com nossos filhos. Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. Precisamos compreender que as crianças são seres humanos como nós adultos.

Não deixe que a raiva ou o stress acumulados por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos

Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão

Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha a calma e um tom de voz baixo, segure as mãos enquanto conversam. O contato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

Considere as opiniões e ideias dos seus filhos

Muitas vezes as explicações sobre o ocorrido não são nem escutadas pelos pais. É importante ouvir o que as crianças têm a dizer. Tome decisões junto com eles, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorarem da próxima vez. A conversa é fundamental.


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Valorize e elogie as atitudes positivas

Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas, fez um desenho para você, amarrou o calçado sozinha ou colocou no lugar algo que você pediu? Elogie. Todas essas pequenas coisas são frutos de um esforço da criança, e o elogio é um estímulo.

Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem

Explique o motivo de suas decisões e ajude as crianças a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam assimilá-las.

“Prevenir é melhor do que remediar, sempre”

Criar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes dos conflitos. Integrá-las nas atividades do dia a dia evita que tentem chamar a atenção de outras formas.

Se precisa fazer compras e terá que levar seu filho pequeno, você pode deixá-lo ajudar nas compras, conversando com ele sobre o que está comprando. Peça para ele falar o que acha de um determinado produto. Se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

Peça desculpas, todos erramos

Caso tenha errado e se arrependido, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos.

Entrevista com Roberta e Taís Bento

Clique AQUI e assista uma entrevista exclusiva com as educadoras Roberta e Taís Bento.

Quer saber mais?

A Rede Não Bata, Eduque (RNBE) vai lançar, na próxima quarta-feira (22),  a sua página institucional na Internet. Interativo, o portal terá seções direcionadas para pais, profissionais e imprensa, além de enquetes atualizadas quinzenalmente e dicas sobre educação positiva.

O objetivo é disponibilizar informações úteis selecionadas especificamente para cada segmento, e saber como o grande público lida, em termos de educação, com crianças e adolescentes.

“Existem vários mitos em relação aos cuidados com filhos, e muitos ainda desconhecem a Lei Menino Bernardo, que proíbe castigos físicos e humilhantes. Nosso intuito é esclarecer esses pontos de forma mais interativa e moderna, atraindo também os jovens pais”, destaca a coordenadora da RNBE, Marcia Oliveira.

O novo site vem como mais um canal de comunicação voltado para informar, sensibilizar e mobilizar a população para o tema da violência física e psicológica contra crianças e adolescentes, que ainda aparece entre os três primeiros tipos de violência na lista de denúncias do Disque 100.

Somente no primeiro semestre de 2016, das 42 mil denúncias recebidas pelo serviço, 43% correspondem à violência física e 44%, à psicológica. O primeiro da lista é a negligência, com 70%. Em 42% do total de casos de violência, os autores foram as mães, e 18% os pais.

Conheça! Acesse www.naobataeduque.org.br (a partir do dia 22!)

*Autor: Leandro Ziotto, pai do Vinícius e Co-fundador do 4daddy.

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