O que a falta do brincar na natureza somado ao stress da vida urbana pode causar em nossas crianças?

Conheça o projeto Playoutside – alegria de brincar na natureza, um movimento que busca transformar o cenário atual da infância.

Ao longo dos anos, com a crescente urbanização do ser humano, espaço e tempo diminuíram. Valores da sociedade

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de consumo tomaram conta do tempo e lugar do brincar no universo da criança.

Muitos fatores tem sido apontados como sabotadores do tempo do brincar livre da criança. Entre eles, podemos destacar o uso precoce e excessivo da tecnologia. Especialistas da área da saúde tem alertado quanto aos  prejuízos ao desenvolvimento infantil saudável e enumerado o que tais excessos podem acarretar:

  • dificuldade de concentração,
  • má qualidade do sono,
  • sedentarismo,
  • problemas de saúde mental,
  • atraso de aprendizagem,
  • entre outros distúrbios.

 

Hoje com menos de 3 anos de idade, as crianças já sabem usar smartphones e  tablets.  66 % sabem jogar games, mas apenas 14% sabem amarrar os cadarços do tênis.

Estatísticas mostram que 80% da população brasileira vivem em cidades e que a criança urbana passa 90% do seu tempo em locais fechados, dentro de casa, em frente da televisão, jogando vídeo games, ou nas escolas dentro de salas de aula. Quando saem com os pais vão ao shopping, restaurante ou cinema. As crianças brasileiras, segundo dados do relatório Children & Nature Network, estão entre aquelas que têm menos contato com a natureza. Doenças que passaram a ser comum entre as crianças nos dias de hoje, tais como transtorno de hiperatividade, déficit de atenção, depressão, pressão alta e diabetes, estão diretamente ligadas com a falta de natureza.

Um movimento mundial de retorno à natureza está se espalhando pelo mundo. Este movimento visa reconectar as crianças a ambientes abertos, ao ar livre. Um novo termo tem sido usado por pediatras, psicólogos, educadores. Trata-se da expressão “Transtorno do Déficit de Natureza”, que é a falta de contato do ser humano com a natureza.  Uma pesquisa recente mostrou que 40% das crianças brasileiras passam uma hora ou menos ao ar livre. Um número inexpressivo.


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Problemas que a falta do brincar pode causar

-obesidade infantil, associada a maus hábitos alimentares

-musculatura fraca, pela falta de atividade física

-falta de equilíbrio, pelo predomínio de pisos lisos, cimentados que oferecem pouca oportunidade de instabilidade na movimentação corporal

-deficiência de vitamina D

-aumento de incidência de miopia

-menor uso dos sentidos

-ansiedade

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Através do olhar estabelecemos contato com a exuberância e beleza que há no mundo. A conexão com a natureza gera alegria e reverência. Traz a consciência de pertencimento, de que estamos ligados ao todo. Homem e natureza – uma coisa só.

 

A natureza deve ser a 1ª leitura de mundo da criança. Além de aprendizado por si só, ela é também premissa para o desenvolvimento infantil integral e saudável. Infância e natureza estão intimamente ligadas.

A criança tem um espírito exploratório. Brincando e descobrindo a natureza, ela também está aprendendo. Este aprendizado se dá de uma forma tão descontraída e prazerosa, que nem parece aprendizado. A natureza promove equilíbrio interno, autorregulador na criança. É um contato muito produtivo, pacificador, restaurador para ela.

Em recente livro publicado no Brasil, “A última criança na natureza”,  Richard Louv fala de um estudo realizado pela Universidade de Illinois que mostrou redução dos transtornos de ansiedade entre crianças de 7 à 13 anos após o aumento de tempo em contato com a natureza. Outro estudo feito em Massachussets em escolas, constatou que alunos tiveram aumento de desempenho e resultados satisfatórios depois de ficarem mais tempo ao ar livre.

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Os benefícios da natureza já estão comprovados. Uma pesquisa feita com estabelecimentos de educação infantil no Canadá mostrou que parques com áreas verdes nas escolas estimulam um brincar que envolve mais atividade física em comparação às áreas de lazer sem natureza.

 

Mais tempo ao ar livre regula hormônios, reduz a agressividade, hiperatividade e obesidade. Sucesso vem sendo obtido no tratamento de transtorno de déficit de atenção, depressão, e até mesmo quadros alérgicos, pois o contato com os antígenos naturais no campo ou na praia fortalece o organismo. Além disso, aumenta a capacidade cognitiva, e as crianças ficam mais focadas e criativas.

Devemos criar oportunidades frequentes para as crianças brincarem ao ar livre. Foi pensando neste cenário de carência de natureza na vida das crianças, que desenvolvemos o projeto “PLAYOUTSIDE – ALEGRIA DE BRINCAR NA NATUREZA”.

Promovemos encontros em parques urbanos com o objetivo de reconectar as crianças e seus familiares a natureza e estimular o brincar livre da criança. Convidamos os pais a desfrutar um tempo de qualidade com seus filhos, deixando de lado as preocupações e as demandas do mundo digital, para se entregar a atividades lúdicas na companhia das crianças.

“Eu e minha filha de 4 anos participamos da primeira edição do Playoutside. Foi muito importante para nós participarmos desta iniciativa  pois pudemos desfrutar dos benefícios de brincar juntas explorando a natureza. Neste mundo que anda tão corrido não paramos para desfrutar de coisas simples e as crianças estão sendo levadas por essa onda, suas agendas estão cheias e elas não tem tempo de fazer o que é próprio da infância “brincar”. No Playoutside a Bia pode brincar explorando a natureza tendo seus sentidos estimulados e podendo canalizar toda a sua energia em descobrir coisas novas, além de fortalecer nossos laços afetivos.” (Roberta Fernandes)

Saiba mais assistindo ao vídeo e acessando nossa agenda AQUI.

Inscreva-se e seja muito bem vindo ao Playoutside, você e sua família.

*Autora: Ana Lúcia Machado, Relações Públicas e educadora com especialização em Pedagogia Waldorf e formação holística de base pela Unipaz. Pós-graduando em Deficiência Intelectual pelo Instituto APAE de São Paulo/Unifenas. Autora do livro “Clarear – a pedagogia Waldorf em debate” e da plataforma de comunicação “Educando Tudo Muda”. Coordenadora do projeto “Playoutside – alegria de brincar na natureza”. Membra da Aliança pela Infância, Rede Nacional Primeira Infância e pesquisadora do grupo INTERESPE da PUC de São Paulo. Contato: www.educandotudomuda.com.br  ana@educandotudomuda.com.br

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