Seu filho repetiu de ano? Passou raspando? Comece um 2017 diferente!

O ano letivo está apenas começando. Muitos pais e crianças ficam animados com este começo de ciclo: ano novo, caderno novo, livros novos, mas… e quando o filho passou raspando, ou até repetiu de ano? Como o pai deve estimular este recomeço?

Meu filho repetiu de ano

Ao invés de começar um discurso julgando o pai da criança que repetiu de ano, vamos começar dando os parabéns a ele. Se você permitiu que seu filho repetisse de ano, merece sim receber cumprimentos! Mas, por favor, continue lendo este post para entender o porquê dos parabéns.

Já que seu filho repetiu de ano, certamente muitas coisas precisam ser reajustadas na rotina da casa e na relação dele com os estudos para que isso não aconteça novamente. Estas mudanças, reajustes e dicas você poderá acompanhar melhor participando da nossa “Semana S.O.S VOLTA AS AULAS – Um ano letivo de sucesso começa em casa”, clicando aqui, e se cadastrando para assistir a uma entrevista exclusiva que nós, do 4daddy, fizemos com as educadoras Roberta e Taís Bento, e ainda receberão mais matérias sobre esse assunto que tira o sono de todos os pais.

Porém, os parabéns para o pai que deixou o filho repetir de ano vai pela coragem de deixar o filho fracassar. O fracasso é super importante para o desenvolvimento do caráter. Estudos do cérebro mostram que, ao passar por situações ou fases em que percebemos o risco de fracassar, desenvolvemos determinação e auto controle. A maioria dos pais modernos procuram ambientes em que o filho não corre o risco do fracasso.

Meu filho passou raspando

Assim como no caso dos pais que tiveram seus filhos repetindo de ano, mostra que tem muitas coisas que precisam ser reajustadas no quesito estudos. Mas a recomendações de não julgar, punir e estereotipar as crianças e os adolescentes não adianta. O mais importante aqui, é fazer uma auto-análise sua, do pai e da mão, ou do cuidador responsável, pois a dificuldade da criança e do adolescente com os estudos tem uma causa muito mais profunda do que apenas preguiça, não gostar, problemas neurológicos falsamente diagnosticados por familiares e etc. O problema pode estar nos pais SIM. E ai também é importante lidar com os defeitos e fracassos, e saber colher bons frutos deles.

Entrevista exclusiva Roberta e Taís Bento

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Lidar com os fracassos

A questão não é que fracassar seja bom e nem que o fracasso deva ser estimulado ou celebrado, mas deixar que seu filho assuma as consequências de suas decisões ou ações é fundamental para conscientizá-lo do risco de fracassar.  Somente com a determinação e o auto controle desenvolvidos a partir da consciência deste risco é que seu filho poderá conquistar uma vida feliz, produtiva e com significado para ele.

Brigar com a escola para que ela “passe” seu filho de ano, só transmite a mensagem de que tudo que ele fez durante o ano (que certamente precisa ser mudado, pois se estivesse certo ele passaria direto) está certo e que seus atos não têm consequências coerentes.

O seu papel como pai não é cercá-lo em uma bolha e evitar que ele viva as consequências das atitudes que teve ou do esforço a mais que deixou de colocar quando era necessário, mas sim ensiná-lo a encarar seus erros e aprender com eles.

Tanto se fala de empreendedorismo e inovação nos dias de hoje, mas pouco se ensina sobre o fracasso e a possibilidade de aprender com ele. A maioria das histórias de empreendedores de grande sucesso conta com diversos momentos de fracasso, recomeço, aprendizado e de renovação.

Nossas crianças realmente precisam se dedicar muito para passar de ano, mas todo este esforço sem a experiência de saber tomar uma decisão, assumir o risco, ou encarar um desafio real com chances de fracasso, resulta em um adulto perdido, infeliz e sem reais motivações.

A chave do sucesso é ensinar seu filho como lidar com essa situação, é dedicar tempo e paciência para ensiná-lo a rever seus atos e descobrir onde errou e como pode fazer melhor da próxima vez. Jogadores de xadrez fazem isso a cada jogo que perdem em um campeonato: eles anotam os movimentos e depois repetem o jogo, passo a passo, para ver onde erraram e o que deveriam ter feito diferente para vencer.


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*Autoras: Roberta Bendo, Graduada em Letras, com especialização em formação de professores de Línguas (International House, Inglaterra) e com pós-graduação em Marketing e em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro pela Universidade da Califórnia e Duke University, e em Aprendizagem Cooperativa pela Universidade de Minnesota e Universidade de San Diego (Estados Unidos). 

Tais Bento, Graduada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós graduada em Marketing pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro e Aprendizagem Cooperativa pela Universidade de Minnesota e pela Universidade de San Diego.

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