Aprenda mais sobre as suas emoções e a de seu filho(a)

No meu trabalho como coach uma das maiores dificuldades dos meus coachees é justamente identificar emoções. Quando eu os pergunto como se sentem, eles geralmente falam: Bem, felizes, tristes, ansiosos, nervosos, com raiva.

“Eu estou bem” é o campeão das falas. Quando um coachee chega para me contar que conquistou algo importante, ele diz que está feliz. E quando essa conquista se torna algo muito valiosa, ele diz que está muito feliz. Se for uma coisa muito grandiosa, eu escuto um “muito, muito, muito feliz” ou o “mega feliz”, “super feliz”, “extremamente feliz”!

Na verdade, ele pode estar em Júbilo ou até mesmo em êxtase!

Júbilo: Alegria excessiva; grande sensação de felicidade.

Êxtase: Estado de quem se encontra como que transportado para fora de si e do mundo sensível, por efeito de exaltação mística ou de sentimentos muito intensos de alegria, prazer, admiração.

 Experimente você, chegar em uma roda de amigos e, quando perguntado como se sente hoje (geralmente perguntamos, e aí, como você está?) responder: – Eu estou em júbilo!

Soa estranho, não? O que as pessoas vão pensar sobre você?

Pode parecer bobagem (até exagero), mudar apenas palavras para expressar o que se sente. Mas vamos transportar agora para a vida do seu filho. Ele é uma criança e precisa entender as emoções do jeito que elas são!

Eu vou dar um exemplo mais específico: A palavra ansiedade já mudou o seu grau de evolução e passou do “estou” para o “sou”.

As pessoas me falam: – Meu filho é ansioso. Se ele “É”, como então deixar de ser o que se é? SER é algo muito profundo.

O seu filho vai para um passeio de escola: – Ah, ele está ansioso para chegar o dia do passeio.

O seu filho vai para o médico: – Ah, ele está ansioso porque vai ao médico.

O seu filho quer muito que chegue o Natal: – Ah, ele está ansioso porque quer ganhar o brinquedo que pediu.

E não demora para aparecer a famosa frase: Ah, o meu filho é ansioso para tudo!

Não rotule seu filho(a)

Veja quantas emoções negligenciamos dos nossos filhos ou “rotulamos”. O seu filho poderia estar entusiasmado para ir ao passeio, com medo de ir ao médico, empolgado para chegar o Natal e ganhar presentes. Mas tudo isso virou uma grande massa cinza chamada ansiedade (que para nós é vista como algo ruim, mas nem sempre é).

O seu filho pode estar chateado, magoado, triste, frustrado.

Nomeie a emoção corretamente e você ensinará a ele a importância de entender o que ele sente!

Como pai, você deve usar os livros ou os filmes infantis ou juvenis como um forte aliado. Ao assistir um filme ou ler um livro, identifique as emoções do personagem, interaja com o seu filho fazendo perguntas como: – Como você acha que ele se sentiu aqui? Faça carinhas em papel e brinque com o seu filho tentando adivinhar o que aquela pessoa está sentindo.

É um aprendizado e tanto!

*Autor: Jacqueline Vilela Gomes Kikuti, Administradora e Master Coach, Coaching para Pais e Filhos: Dar ferramentas aos pais para ajudar os filhos na escolha profissional e aos jovens a oportunidade de descobrir os talentos e contribuir com o Mundo. E-mail: jacqueline@laboratoriodetalento.com.br

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