Pesquisa inédita aponta que 20% dos pais não levam o filho ao dentista

A recomendação dos especialistas é de duas a três vezes por ano.

Estudo, que registra o comportamento de mães com relação à saúde bucal de seus filhos, será apresentado na íntegra neste sábado, dia 25 de novembro, às 15h30, durante o Congresso Nacional de Mães e Pais 2017, no Quality Hotel Riviera, Jundiaí (SP).

São Paulo, novembro de 2017 – Um estudo com 300 mães entre 20 e 60 anos de todas as regiões do Brasil -Sudeste (49%), Nordeste(26%), Sul (17%), Centro Oeste (4%) e Norte (4%)- em novembro deste ano revela que, para 85% delas, os cuidados com a saúde bucal do filho é muito importante. Já para 11% é importante e, para 2% das entrevistadas, a saúde bucal é indiferente. Isso em uma escala de 1 a 5, sendo 1 nada importante e 5 muito importante.

Os resultados foram colhidos pela empresa de pesquisa digital MindMiners em parceria com o Ateliê Oral KIDS, clínica referência no país em atendimento infantil multidisciplinarO estudo será apresentado na íntegra no dia 25 de novembro, às 15h30, durante o Congresso Nacional de Mães e Pais 2017, no Quality Hotel Riviera, Jundiaí (SP).

Outra conclusão da pesquisa é que a ida ao dentista é 3 vezes menor do que a ida ao pediatra. Ao fazer a comparação, o estudo conclui que 26% das mães levam os filhos ao dentista duas vezes por ano, 23% levam uma vez por ano e 20% não levam o filho ao dentista.

 

Já a consulta com o pediatra acontece mais de 6 vezes por ano de acordo com 23% das mães e de 5 a 6 vezes por ano segundo 15% das mães entrevistadas.

De acordo com o dr. Gabriel Politano, odontopediatra do Ateliê Oral KIDS, existe desinformação e receio por parte dos pais em relação à ida ao dentista. Muitos acreditam que vão precisar fazer profilaxia (limpeza), colocar flúor ou fazer selante nos filhos, por exemplo. Mas o especialista explica que isso é um mito e que a consulta é educativa. Ele reforça que os pais devem levar os filhos ao odontopediatra a cada três meses para serem examinados e receberem orientações. “De nada adianta uma limpeza caprichada se os pais não saírem da consulta sabendo como fazer para evitar a cárie, como passar fio dental, qual a quantidade certa de flúor usar, que cuidados ter com relação à chupeta e como não deixar que o consumo de açúcar e carboidrato causem cárie”, diz.


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Por isso, ele reforça que o tratamento da cárie não está no dentista e, sim, está em casa. “As pessoas previnem cárie um dia depois do outro. Nenhum dentista previne cárie aplicando flúor ou selante se o paciente chegar em casa e não souber como reverter o hábito que está causando a cárie”. Cárie é uma doença como obesidade. Você não previne a cada seis meses no nutricionista e, sim, um dia depois do outro controlando a alimentação. E uma informação que talvez muitos não saibam é que cárie é100% dependente de sacarose ou qualquer outro carboidrato, mas muito mais de sacarose.

A propósito, essa explicação reforça outro apontamento da pesquisa: 22% das mães atribuem o surgimento de cáries nos filhos ao excesso de açúcar ou carboidrato na alimentação, 7% das mães dizem que a cárie se deve à falta de higienização4% à falta de higiene após a mamadeira. De acordo com 67% das mães, o filho nunca teve cárie.

Sobre este ponto da pesquisa, Politano diz: “Não vamos desmerecer a higienização, mas se as pessoas tivessem uma alimentação com baixa frequência de carboidratos, a cárie não teria motivos para surgir”. De fato a escovação correta é importante, mas ela é tão mais importante quanto pior é a dieta. Se a dieta for adequada e regular como indicam o dentista e o nutricionista, o risco de cárie é muito baixo se realizamos duas escovações por dia, sendo uma de manhã e uma à noite. “O que importa é o que se come nas horas em que não se escova os dentes”, explica.

Com relação à escovação diária, a pesquisa revela que mais da metade dos pais (53%) escovam os dentes dos filhos três vezes por dia. Segundo Politano, escovar de 2 a 3 vezes é suficiente para evitar a cárie quando as crianças tem bons hábitos alimentares, ou seja, não ficam comendo carboidratos em alta frequência, fazem os lanches entre as refeições principais em horários certos, como o lanche da manhã e o lanche da tarde, por exemplo, e não ficam comendo a tarde inteira, nem a noite inteira. E no caso de bebês, evitam ficar mamando a madrugada inteira.

O especialista fala ainda acerca da baixa adesão do fio dental por parte de crianças e adolescentes. “Tanto os dentistas quanto as famílias e as escolas precisam estimular mais o uso do fio dental, que deve ser feito a partir do momento em que existirem dois dentes unidos”. De acordo com dados do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da USP analisou 36 crianças de cinco a oito anos de idade e 59 adolescentes de 10 a 18 anos, e constatou que apenas 7% das crianças passaram o fio dental corretamente.


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Os resultados encontrados por meio de associações estatísticas apontaram para a preguiça (56%) e a falta de orientação (67%) como fatores significativos para o não uso do fio por parte de crianças.

“Conforme as crianças vão crescendo, os pais devem ensiná-los a passar o fio nos dentinhos da seguinte maneira: enrolar o fio nos dedos das duas mãos, depois esticar o fio curtinho, colocar uma mão dentro da boca e a outra fora e fazer movimentos de vai e vem, com o fio na superfície próxima dos dentes”.

Por fim, o estudo aponta que 58% das mulheres entrevistadas afirmam ter feito pré-natal odontológico.

 

 

Dr. Gabriel reforça que a ideia de que mulheres grávidas devem evitar o consultório do dentista para preservar a saúde do bebê é um MITO

O acompanhamento odontológico durante o pré-natal é muito importante para a saúde bucal da mãe e do bebê. Para a mãe, evitar dores de dente, sangramento de gengiva, melhorar a mastigação, evitar infecções gengivais e usar anestésico e medicação corretos nos procedimentos são iniciativas essenciais durante esse período. Para o bebê, é importante que a mãe que cuidou da própria saúde bucal durante a gestação receba, ao final da gestação, orientações sobre como cuidar da saúde bucal do filho já nos primeiros meses de vida”.

Se a mãe não cuidar a partir do momento em que a criança tem um dente na boca, e deixar para ir ao odontopediatra quando a criança já estiver usando chupeta (talvez já com alguma deformidade esquelética), ou quando a criança já tiver cárie, teremos perdido a hora adequada de prevenir doenças bucais, ósseas, dentárias e gengivais.

*Autor: Gabriel Politano – Odontopediatra, mestre e doutor em ciências médicas pela Unicamp. Responsável pelas equipes de odontopediatria do Ateliê Oral Kids (SP) e Politano Odontopediatria (Campinas) e diretor do departamento de odontologia para gestantes e neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria.

Informações para imprensa:

Cynthia Trevisani: (11) 96575-1595 – cynthia.trevisani@c3com.com.br

Taiane Luz: (11) 95173-0154 – taiane.luz@c3com.com.br

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