Dicas para ajudar seu filho a desenvolver a capacidade de foco e concentração

Se você acha que  pode esperar até que chegue o momento de seu filho ir para a escola para que ele aprenda a se concentrar, está cometendo um engano. E as consequências virão como um bumerangue, tanto para você, responsável, como para seu filho. Dando continuidade a Semana S.O.S. Volta às Aulas – Um ano letivo de sucesso começa em casa. Hoje abordaremos o tema foco e concentração de seu filho(a) nos estudos.

Muitos dos problemas que a criança ou adolescente apresenta na relação com os estudos poderiam ser evitados se tivessem aprendido a se concentrar.

Sim, essa é uma habilidade que pode – e nos dias atuais, precisa – ser ensinada.  A tecnologia rouba a capacidade de concentração de nossos filhos. Tudo aquilo que adoramos em termos recursos hoje disponíveis no celular, tablet, computador ou mesmo na TV tem efeito colateral.

Não há dúvida de que é muito bom poder escolher a parte do desenho que mais atrai a atenção do seu filho e colocá-lo para passar naquele momento que você precisa de sossego. É uma ajuda e tanto deixar que a própria criança escolha repetir inúmeras vezes aquela música da Galinha Pintadinha, mesmo que ela nos persiga pelo dia todo, repetida em nossa mente. Todas as cores, sons e movimentos que tanto atraem nossas crianças acabam por se tornar o Plano A dos pais que precisam de um tempo para só para terminar aquela conversa, aquele relatório ou a refeição que seja!

Pura ilusão achar que não pagaremos um preço por esses minutos, ou horas, de sossego.

Aquilo que parece um alívio, pois seu filho fica ali quietinho enquanto você resolve a questão do momento, pode se transformar em uma conta muito alta, com juros exorbitantes a serem pagos não somente pelos pais, mas também pelos professores e, pior, pela própria criança.

É a simples e velha lógica do remédio e do veneno: a dose é que faz a diferença. Como nesse caso os efeitos colaterais aparecem distantes da sua causa, tanto no tempo como no espaço, torna-se quase impossível para as famílias perceberem a relação de causa e consequência  entre uso da tecnologia e baixa capacidade de concentração.

Mais que isso: como o “remédio”, no caso, a tecnologia, apresenta o efeito esperado instantaneamente, as doses vão sendo maiores. Primeiro é só uma música enquanto eu levo isso aqui no quarto. Depois é o vídeo repetido inúmeras vezes para que a criança coma toda a comida. Em seguida, mostram, admirados, como a criança já se anima ao ver o celular do pai ou ao ouvir a primeira nota da música. E assim aqueles trechos de vídeos ou games viram a salvação da pátria, o deus do sossego.

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Cuidado com os “Trechos”!

Um dos principais agentes prejudiciais está em uma palavra que usei logo acima: trecho!
Sim, as crianças assistem a trechos pequenos do mesmo desenho. Ouvem trechos das mesmas músicas. Jogam a mesma fase de um game para crianças, de preferência, aquela que é gratuita.

O que tem de errado nisso, você deve estar se perguntando. Ao longo de curto espaço de tempo, o cérebro de nossas crianças perde totalmente a capacidade de concentração para qualquer outra coisa que dure além do tempo da música ou trecho do desenho que ela assiste e game que joga.

Só que no dia a dia, a vida segue no ritmo frenético que impomos a nossos filhos hoje e, alguns anos ali na frente começam a surgir pais e responsáveis desesperados. Primeiro questionam o professor, a metodologia de ensino, a escola em si. Em seguida, partem em busca de um neuro ou psicopedagogo que resolva a dificuldade que seu filho está enfrentando na escola.

Uma criança saudável, capaz de conversar sobre assuntos que assustam a família, pronta para resolver as dificuldades dos pais com todos os aparelhos do mundo digital, com respostas incríveis naqueles momentos de sufoco em casa, mas que não consegue aprender a escrever. Que tem dificuldade nas operações matemáticas básicas. Que esquece se tem ou não tarefa. Que não lembra de entregar aos pais os comunicados da escola.

Sim, a escola ainda precisa se modernizar. Mas não podemos nos iludir: aprender vai sempre exigir concentração. Não há metodologia de ensino-aprendizagem que vá fazer um aluno aprender a ler, escrever, calcular, apreciar a boa literatura sem que o próprio aluno se concentre no momento da aprendizagem.

E seja no computador, no simulador, em uma nave espacial ou em uma aula tradicional, não haverá aprendizagem sem que aquele que está estudando consiga se dedicar ao conteúdo foco naquele momento.

Alerta: a telinha está roubando a capacidade de concentração de seu filho. Alívio: seu filho pode usar recursos digitais para desenvolver foco e concentração!

Punição não corrige

Muitas pessoas têm a ilusão de que bastaria que a escola passasse a usar mais a tecnologia para que todos os alunos gostassem de estudar e aprendessem melhor. Infelizmente isso não é verdade. A tecnologia pode ajudar imensamente, mas somente o aprendiz consegue transformar em aprendizado o conteúdo que está sendo estudado. E isso não acontece sem concentração, seja qual for o meio utilizado.

Assim, voltamos ao remédio que se torna veneno: as doses exageradas ou não equilibradas de exposição à telinha acabam por se manifestar mais fortemente em forma de veneno no momento da aprendizagem formal.

E, neste exato momento, os pais têm a ideia genial: se não tirar nota boa na prova vai ficar sem celular, computador, tv ou videogame.


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A tecnologia como aliada

As dicas para ajudar seu filho a desenvolver a capacidade de concentração usando a tecnologia são:

– Para cada atividade online que ele gosta, reservar um tempo para representá-la no mundo real, de forma concreta, por exemplo, desenhar e/ou pintar os personagens da músicas prediletas.

  •      Imprimir carrinhos, bonecas, personagens de joguinhos online para serem recortados e manipulados em brincadeiras que envolvam outros objetos e brinquedos da criança.
  •      Reproduzir no mundo real os games que joga online, usando objetos, brinquedos ou materiais recicláveis.

– Assistir, na tv ou no cinema, capítulos completos de desenhos ou filmes com personagens que façam parte de jogos ou brincadeiras online.

A base de todas as dicas é transferir para o concreto aquilo que diverte no mundo digital, em momentos diferentes. O envolvimento no mundo real requer mais tempo, maior concentração, já que não há o “desfazer”, mas sim o “refazer” na vida real!

– Quando estiver no concreto, manter os equipamentos desligados, para que a criança aprenda que o ritmo e timing do mundo real são diferentes do virtual. Essa é a regra de ouro a ser seguida.


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*Autoras: Roberta Bendo, Graduada em Letras, com especialização em formação de professores de Línguas (International House, Inglaterra) e com pós-graduação em Marketing e em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro pela Universidade da Califórnia e Duke University, e em Aprendizagem Cooperativa pela Universidade de Minnesota e Universidade de San Diego (Estados Unidos). 

Tais Bento, Graduada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós graduada em Marketing pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro e Aprendizagem Cooperativa pela Universidade de Minnesota e pela Universidade de San Diego.

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