Contra ódio e preconceito na internet

Um alerta à sociedade brasileira sobre a importância de pais, professores e outros profissionais estarem atentos às atividades de crianças e adolescentes na internet foi divulgado nesta quinta-feira (22) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Em nota pública, a entidade chamou a atenção para a necessidade de os adultos estabelecerem maior diálogo com os jovens, em especial os que estão na faixa etária de 9 a 17 anos, como forma de cultivar no grupo o respeito ao outro e a intolerância ao ódio ou qualquer forma de manifestação violenta.

A manifestação da SBP aconteceu depois que veio a tona o episódio de preconceito racial envolvendo a filha de 3 anos dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, que, segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, contou com a participação de uma adolescente.

Para fazer as postagens, a adolescente confessou ter criado um perfil falso numa rede social, usando o nome e as fotos de uma amiga. Em depoimento à Polícia, ela teria dito que não se preocupou com as consequências. A Polícia do Rio de Janeiro informou que ela responderá criminalmente pelas ofensas, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na nota divulgada, a SBP ressalta a importância de os adultos oferecerem presença, diálogo e proteção às crianças e adolescentes, além de oferecer prevenção dos riscos online, nos lares, nas escolas e nas consultas.

Finalmente, “a SBP reitera que está atenta ao tema, tendo publicado em novembro guia Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital, com o objetivo de ajudar a sociedade brasileira no enfrentamento desta questão, o qual está disponível no endereço www.sbp.com.br”.

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Confira na íntegra abaixo a nota pública da Sociedade Brasileira de Pediatria

ALERTA À SOCIEDADE BRASILEIRA

Diante do caso recente de preconceito racial nas redes sociais envolvendo a filha de 3 anos dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, que, segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, contou com a participação de uma adolescente, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vem a público:

1) Lembrar que, segundo dados do Comitê Gestor da Internet, nos últimos 12 meses, 40% das crianças e adolescentes (de 9 a 17 anos) assistiram episódios de discriminação pela internet, o equivalente a 9,3 milhões de pessoas;

2) Dentre eles, 25% testemunharam e foram vítimas de casos de preconceito por motivos de cor da pele; 14% por conta da aparência física; e 11% por manifestarem afeto/atração por pessoas do mesmo sexo;

3) Estimular que crianças e adolescentes sejam orientadas a aprender sobre cidadania e ética digital, desenvolvendo atitudes que valorizem o respeito ao outro e a intolerância ao ódio ou qualquer forma de manifestação de violência, que ocorra também através das redes sociais;

4) Oferecer apoio e solidariedade às famílias envolvidas e a todos os pais, educadores e outros profissionais que lidam com crianças e adolescentes, os quais precisam buscar oferecer presença, diálogo e proteção, além de oferecer prevenção dos riscos online, nos lares, nas escolas e nas consultas. Finalmente, a SBP reitera que está atenta ao tema, tendo publicado em novembro guia Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital, com o objetivo de ajudar a sociedade brasileira no enfrentamento desta questão, o qual está disponível no endereço www.sbp.com.br .

Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2016.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP)

*Autor: Leandro Crespo Ziotto, pai do Vinícius e co-fundador do Portal 4DADDY. Fonte: www.sbp.com.br

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