Com certeza, alguma vez você já deve ter ouvido a máxima “o cuidar e criar o filho é obrigação da mãe, enquanto o pai deve trazer o sustento para casa”, não é mesmo? Mas ficou no passado a ideia de que o homem tem menos preocupações e anseios do que a mulher durante a gestação e houve mudanças bastante significativas em seu comportamento: cada vez mais encontramos pais companheiros e participativos desde a gestação até no desenvolvimento da criança, papéis estes do “novo pai”, que expressam interesse, sentimento e satisfação em poder cuidar dos filhos de forma igualitária com a parceira e de ter participação mais efetiva na vida da família.

Durante a gestação, o pai deve dar a assistência em tudo o que a grávida necessite, tanto em relação ao bebê quanto em relação a ela mesma, ou seja, o companheiro deve estar sempre atento (ou ao menos se mostrar esforçado) ao que a gestante sente, suas queixas, às consultas médicas, aos exames necessários, à alimentação, ao controle de peso dela, além de traçar planos futuros e estimulá-la à praticar/manter as atividades saudáveis de antes da gravidez (lembrando sempre das orientações e recomendações de toda a equipe cuidadora da mãe e do bebê).

Por sua vez, o envolvimento dos pais nos cuidados com os bebês facilita as transformações conjugais, trazendo consequências benéficas à convivência e relação do casal, para os próprios homens (responsabilidades e visão do futuro) e para o desenvolvimento da criança (tanto pelo incentivo e duração do aleitamento materno, quanto pelo desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social).

Sabe-se que quando o homem demonstra interesse e incentiva o aleitamento materno, a mulher fica mais segura e amparada/confortável com a amamentação e a responsabilidade pela criação do filho torna-se dos mútua entre pai e mãe.

Diversos estudos mostraram que a falta de relacionamento do bebê com o pai no início da vida pode deixar um vácuo muito grande nos futuros sentimentos da criança. Os cuidados do pai têm um reflexo muito grande e é através dessa participação que há a construção de um vínculo sólido com o filho. É uma experiência importante para a criança saber e sentir que existem 2 tipos de pessoas diferentes no mundo, mas que são extremamente complementares.

Assim, os futuros pais devem ser encorajados a participar ativamente das tarefas de cuidador da criança desde a gestação, garantindo assim mudanças nas concepções e, em consequência, no exercício de ser pai, o que irá possibilitar o apoio, incentivo e promoção da amamentação, aumentando os índices de aleitamento materno e favorecendo a saúde da criança como um todo à curto, médio e longo prazo.

Deixamos aqui um exercício para os pais e mães fazerem, visando o maior incentivo e participação simultânea: escrevam as respostas a seguir, mostre ao parceiro e conversem sobre os resultados:

Para o pai – “Como você pensa/acredita que deva ser sua participação e apoio durante a gestação e amamentação do bebê? ”

“Como foi/está sendo minha participação durante a gestação, amamentação e crescimento do meu filho? ”

Para a mãe – “Como você pensa/acredita que deve ser a participação e apoio do companheiro durante a gestação e amamentação do bebê? “

“Como foi/está sendo a participação do companheiro durante a gestação, amamentação e crescimento do filho de vocês? “

Lembre-se sempre: o exercício da paternidade ativa e consciente traz benefícios à mulher, à criança e ao próprio pai, afinal, quando nasce uma criança, nasce uma mãe e também um pai! 😉

*Autor: Danielle Andrade, graduada em Nutrição, pós-graduada em Segurança Alimentar e Qualidade de Alimentos, pós-graduanda em Nutrição Materno Infantil e adepta da Nutrição Comportamental. É cofundadora da “Meu Nutri” que tem como propósito garantir o bem-estar e a qualidade de vida através da mudança e inclusão de novos hábitos alimentares.

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